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segunda-feira, 11 de abril de 2016

PROCURE O DEPUTADO DO SEU ESTADO: ESTES SÃO OS INDECISOS DO IMPEACHMENT



Os deputados que são listados abaixo se contam entre os “indecisos” do impeachment com chances de fazer a coisa certa.
Eles podem fazer a diferença entre a continuidade do caos e um esforço ao menos para começar a botar ordem na bagunça promovida pelo PT.
Enviem mensagens a eles demonstrando que podem dar uma contribuição decisiva ao Brasil e deixando claro que o povo está vigilante.
Sejam respeitosos. Não queremos ofender ninguém. Queremos convencê-los.
Nota: o maior número de indecisos, em votos absolutos, está na Bahia, onde Jaques Wagner fez carreira. Também é significativa quantidade em dois Estados sob influência de José Sarney: Amapá e Maranhão.
Alagoas– Ronaldo Lessa (PDT)
Amazonas– Alfredo Nascimento (PR)
– Hissa Abrahão (PDT)
Amapá
– André Abdon (PP)
– Cabuçu Borges (PMDB)
– Jozi Araújo (PTN)
– Marcos Reategui (PSD)
– Roberto Góes (PDT)
– Vinícius Gurgel (PR)
Bahia– Félix Mendonça (PDT)
– João Carlos Bacelar (PR)
– José Carlos Araújo (PR)
– José Nunes (PSD)
– Sérgio Brito (PSD)
– Ronaldo Carletto (PP)
Ceará– Macedo (PP)

Maranhão
– Alberto Filho (PMDB)

– Cleber Verde (PRB)
– Hildo Rocha (PMDB)
– Victor Mendes (PSD)
– Waldir Maranhão (PP)
Mato Grosso– Carlos Bezerra (PMDB)
– Valtenir Pereira (PMDB)
Minas Gerais– Aelton Freitas (PR)
– Brunny (PR)
– Toninho Pinheiro (PP)
– Weliton Prado (PMB)
Mato Grosso do Sul– Dagoberto Nogueira (PDT)
Pará– Elcione Barbalho (PMDB)
– José Priante (PMDB)
– Simone Morgado  (PMDB)
Rio de Janeiro– Deputado Deley (PTB)
Rio Grande do Norte– Beto Rosado (PP)
– Fábio Faria (PSD)
Rondônia– Lindomar Garçon (PRB)
Roraima
– Remídio Monai (PR)
– Édio Lopes (PR)
Rio Grande do Sul– Giovani Cherini (PDT)
– Pompeo de Matos (PDT)
Sergipe– Adelson Barreto (PR)
– Fábio Mitidieri (PSD)
São Paulo– Márcio Alvino (PR)
Tocantins– Vicentinho Junior (PR)
Agora, os indecisos por partido
PR (11)– Alfredo Nascimento (AM)
– Vinícius Gurgel (AP)
– João Carlos Bacelar (BA)
– José Carlos Araújo (BA)
– Aelton Freitas (MG)
– Brunny (MG)
– Édio Lopes (RR)
– Remídio Monai (RR)
– Adelson Barreto (SE)
– Márcio Alvino (SP)
– Vicentinho Junior (TO)
PMDB (8)– Cabuçu Borges (AP)
– Alberto Filho (MA)
– Hildo Rocha (MA)
– Carlos Bezerra (MT)
– Valtenir Pereira (MT)
– Elcione Barbalho (PA)
– José Priante (PA)
– Simone Morgado (PA)
PDT (7)– Ronaldo Lessa (AL)
– Hissa Abrahão (AM)
– Roberto Góes (AP)
– Félix Mendonça (BA)
– Dagoberto (MS)
– Giovani Cherini (RS)
– Pompeo de Matos (RS)
PP (6)– André Abdon (AP)
– Ronaldo Carletto (BA)
– Macedo (CE)
– Waldir Maranhão (MA)
– Toninho Pinheiro (MG)
– Beto Rosado (RN)
PSD (6)– Marcos Reategui (AP)
– José Nunes (BA)
– Sérgio Brito (BA)
– Victor Mendes (MA)
– Fábio Faria (RN)
– Fábio Mitidieri (SE)
PRB (2)– Cleber Verde (MA)
– Lindomar Garçon (RO)
PTB (1)– Deley (RJ)
PTN (1)– Jozi Araújo (AP)
PMB (1)– Weliton Prado (MG)

domingo, 27 de março de 2016

OAB protocola novo pedido de impeachment na segunda (28)


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocola amanhã (28) mais um pedido de impeachment à presidente Dilma Rousseff. Entre os argumentos que justificariam o impedimento estão as chamadas "pedaladas fiscais", a renúncia fiscal à Fifa durante a Copa do Mundo de 2014, a suposta interferência do governo na Operação Lava Jato, citada na delação do senador Delcídio Amaral, e a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. Em entrevisa à Folha de S. Paulo, o presidente da Ordem, Claudio Lamachia, afirmou que 26 das 27 seccionais apoiam a propositura do processo. Ele tratou de salientar, também, que impeachment não é golpe por ser um "remédio constitucional" regulamentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Lamachia disse ainda que a implementação do impeachment não representa retrocesso democrático ao Brasil.
"As instituições estão fortes, a democracia tem todos os elementos necessários para enfrentar a crise. Vemos hoje que a corrupção não pertence a um partido. O sistema tem que ser repensado."

quinta-feira, 24 de março de 2016

Dilma diz que conseguirá votos para barrar impeachment na Câmara


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (23) ter a convicção de que conseguirá os votos necessários para barrar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Para impedir que o processo tenha seguimento no Congresso, o governo precisa de 172 votos em seu favor na Câmara, que tem 513 deputados.
“Eu tenho convicção de que nós teremos os votos necessários”, disse a presidenta em resposta a jornalistas, após visitar obras de infraestrutura para instalação do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas, em Brasília.
O plenário da Câmara vai analisar o parecer, caso seja aprovado pela Comissão Especial do Impeachment, criada na semana passada. Os 65 deputados da comissão apreciarão o relatório de Jovair Arantes (PTB-GO), que poderá acatar ou rejeitar o pedido de impeachment.
A presidenta foi notificada sobre o processo na última quinta-feira (17), e tem o prazo de 10 sessões da Câmara para apresentar sua defesa. 
EBC

sábado, 19 de março de 2016

Manifestantes pró-impeachment voltam à Paulista. Acompanhe

Reuters

Ontem (18),  após os manifestantes pro Dilma e contra o impeachment deixarem a Avenida, um grupo de quase quarenta pessoas,  voltaram a acampar no local para dar continuidade ao movimento, que pedi a saída da Presidente. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, nas duas noites anteriores, ao menos cem pessoas se revezaram no local.
Os líderes do movimento afirmam que, ao todo, 37 pessoas foram cadastradas.


Manifestação reuniu público e entidades contra o impeachment na capital paulista


Manifestantes estiveram hoje (18), na Avenida Paulista, para protestar contra o impeachment da presidenta Dilma Roussef e em defesa da democracia. Desde as 17h30, os participantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se espalharam pela avenida.
Vestidos predominantemente de vermelho, o público carregou bandeiras também vermelhas, bexigas e faixas que pediam democracia e repudiavam o golpe, referindo-se ao impeachmentde Dilma. A palavra de ordem mais gritada na manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular, foi “não vai ter golpe”. A presença de jovens no protesto foi notável, porém havia pessoas de diversas faixas etárias. O estudante João Carlos Martins, 20, acredita que o país está “à beira de um caos, de uma guerra civil”, caso haja impeachment. “Eu vim para a defesa da democracia no país, que está sendo afetada por pessoas que não aceitam a eleição que teve no passado”, disse. Ele lamentou ainda a intolerância e o ódio que se vê nas ruas por divergências políticas. “As pessoas nem podem mais andar vestidas com roupa vermelha na rua que são espancadas”.
Renato Zapata, 27, jornalista, criticou a política desenvolvida pelo governo atualmente, no entanto, manifestou-se “em defesa da democracia, contra o que temos visto esses dias, as pessoas agredindo as outras só porque elas estão de vermelho”. Ele é contra o impeachment e acredita que isso significaria um golpe.
“Hoje o governo precisa ser defendido em relação ao meu voto, ao voto de todo mundo. As pessoas vêm para defender seu voto e não o governo em si”, disse ao explicar que a questão não é simplesmente partidária.
O pesquisador Alexandre Ferro Otsuka, 27, disse que foi à Avenida Paulista em defesa da democracia. “O que o [juiz Sérgio] Moro está fazendo no Judiciário, inorando as leis, passando por cima do processo jurídico que deveria ser feito, coloca em risco nosso Estado de Direito e a nossa democracia”, avaliou.
Segundo levantamento da Polícia Militar, 80 mil pessoas estavam presentes na manifestação às 18h45, horário considerado de pico pela corporação.
Diversas entidades apoiaram o ato de hoje, entre elas a Central Única dos Trabalhadores; Central de Trabalhadores do Brasil (CTB); Frente Brasil Popular; sindicatos, como bancários e professores; e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.
Lula
São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista contra o impeachment e a favor da democracia (Juca Varella/Agência Brasil)
"Tem gente que fala em democracia da boca pra fora", disse LulaJuca Varella/Agência Brasil
Mais cedo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou em um carro de som posicionado em frente ao Museu de Arte de São Paulo. Sob aplausos, ele defendeu a democracia e disse que o tempo que resta ao final do governo Dilma é “suficiente para virar a história do país”.
“Quero dizer para aqueles que não gostam de nós, talvez falte informação, mas temos que convencê-los que democracia é acatar o voto da maioria do povo brasileiro”, destacou. Durante o discurso, Lula juntou-se ao coro dos manifestantes gritando a frase “Não vai ter golpe”.
O ex-presidente destacou a importância de se restabelecer a paz no país e lembrou que perdeu as eleições muitas vezes, mas nunca protestou contra quem ganhou. "Tem gente que fala em democracia da boca pra fora. Perdi as eleições em 89, em 94 e em 98 e em nenhum momento vocês viram eu ir pra rua protestar contra quem ganhou”.
Brasília
Na capital federal, manifestantes a favor do governo Dilma Rousseff e contra o processo de impeachment se reuniram no Museu da República, no início da Esplanada dos Ministérios. O ato foi organizado pela Frente Brasil Popular, e os manifestantes levaram cartazes com frases de apoio a Dilma e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o que chamam de golpe.
Brasília - Manifestantes fazem ato contra processo de impeachment e defesa do governo, na Esplanada dos Ministérios (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
A frase "Não vai ter golpe" foi projetada em vários prédios da EsplanadaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
"Esse é um ato em defesa da democracia, contra o golpismo e o fascismo que está explodindo no país. Estamos defendendo a mudança de discurso no Congresso, que pare de discutir só o golpe e que encaminhe avanços nos direitos da classe trabalhadora", disse o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues.
Com gritos de ordem e críticas ao juiz Sérgio Moro, aos partidos de oposição e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os manifestantes marcharam em direção ao Congresso Nacional. Eles ficaram concentrados por cerca de duas horas em frente ao Museu da República, onde foi projetada a frase "Não vai ter golpe!!!". A máquina de laser usada para a projeção estava em um carro de som. À medida que o carro andava, a frase ia sendo projetada em outros prédios da Esplanada.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, mais de 4 mil pessoas participam do ato.
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - Movimentos sociais fazem ato na Praça XV, centro da capital fluminense, contra processo de impeachment (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Os manifestantes também fizeram atos de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da SilvaTomaz Silva/Agência Brasil
No Rio de Janeiro, a manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseffreuniu manifestantes na Praça XV, no centro do Rio. Eles carregavam cartazes e defendiam a permanência da presidenta. Os manifestantes também fizeram atos de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Ministro Lula estamos com você", dizia um dos cartazes.
Para a atriz Letícia Sabatella, que participou do ato no Rio, o objetivo em comum entre todos os movimentos presentes nas manifestações de hoje é a luta pela democracia e o combate à corrupção, mas não a que atinge apenas um grupo. "Vamos fazer uma reforma política, vamos lutar por esta reforma para que a gente limpe todos os focos de corrupção. E não apenas pegar um bode expiatório e dizer que esse é o grande corrupto. Vamos olhar onde está a corrupção, ver porque ela existe e porque o sistema funciona desta maneira".
Salvador e Fortaleza
Em Salvador, militantes, estudantes e representantes de centrais sindicais e movimentos sociais da Bahia fizeram um ato contra o impeachment desde o início da tarde em Campo Grande, região central da cidade. Eles gritavam palavras de ordem como "Não vai ter golpe" e seguravam cartazes de apoio a Dilma. Segundo a Polícia Militar, mais de 70 mil pessoas acompanharam a passeata que seguiu em direção à Praça Castro Alves, onde o evento foi encerrado.
Em Fortaleza, a manifestação organizada pela Frente Brasil Popular começou à tarde e percorreu as ruas do centro da capital cearense até chegar à Praça do Ferreira no começo da noite. Segundo a PM, 7 mil pessoas compareceram ao ato.
Porto Alegre
Na capital gaúcha, cerca de 10 mil pessoas se reuniram na Esquina Democrática, no cruzamento entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas.
Porto Alegre - Manifestantes vão às ruas em ato contra o impeachment (Daniel Isaia/Agência Brasil)
Entre um e outro discurso de lideranças partidárias e de movimentos sociais, a multidão gritava “Não vai ter golpe, vai ter luta”Daniel Isaia/Agência Brasil
Entre um e outro discurso de lideranças partidárias e de movimentos sociais, a multidão gritava “Não vai ter golpe, vai ter luta”. A maioria dos participantes vestia roupas vermelhas e muitos carregavam bandeiras do Brasil, de partidos políticos (PT e PCdoB) e de movimentos sociais, entre eles o MST e a CUT.
Os manifestantes elegeram a Rede Globo como um dos principais alvos do protesto em Porto Alegre. A atuação da emissora na divulgação das notícias envolvendo o ex-presidente Lula foi encarada como “orquestração” para forçar a derrubada do governo Dilma.
A empregada doméstica Lídia dos Santos disse temer que a instabilidade política do país permita que um governo de exceção seja instaurado, como em 1964. “Estou aqui porque quero lutar por um Brasil livre para meus filhos. Eu vivi durante a ditadura e reconheço o golpe quando vejo um em curso”, disse Lídia.
Recife e Manaus
No Recife, a manifestação ocupou as ruas do centro da cidade e tomou a Avenida Conde da Boa Vista, uma das maiores da região. Entre os manifestantes, se destacava a presença de grupos de maracatus, de caboclinhos (manifestação cultural popular de Pernambuco), bonecos gigantes de Olinda até o dragão de pano do bloco de carnaval Eu Acho é Pouco.
A maior parte das pessoas vestia vermelho, mas muitos optaram pelo verde e amarelo, entre bandeiras do Brasil e de Pernambuco. A mobilização reuniu partidos, movimentos sociais e sindicais e também pessoas sem ligação com entidades organizadas.
Em Manaus, a manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff levou cerca de 3.000 pessoas à Avenida Sete de Setembro, no centro da capital do Amazonas, conforme cálculo da Polícia Militar (PM) do Amazonas. Os participantes do ato defendem ainda a democracia e os direitos sociais.
Manifestação em Manaus reuniu cerca de 2.800 pessoas
Os participantes do ato defendem ainda a democracia e os direitos sociais.Bianca Paiva/Agência Brasil
Vestidos de vermelho e branco, usando apitos e carregando bandeiras do Brasil, de movimentos sociais, sindicais e do PT, os manifestantes gritam, a todo momento, “não vai ter golpe”. A presidenta da Associação Afrodescendente e Indígena do Amazonas, professora Elisoneide Rodrigues, foi prestar apoio à presidenta Dilma Rousseff.
“Nós, mulheres negras, a partir dos governos de Lula e da presidenta Dilma, tivemos mais oportunidade de fazer nossas propostas, porque a população negra é uma parcela excluída da sociedade e, no governo deles, teve essa abertura”, disse a professora.
 Do EBC

quinta-feira, 17 de março de 2016

Nova Versão da música "Tédio" da Banda Biquine Cavadão criticando o governo federal


publicado em 17/03/2016 | Foto: Reprodução 











                                                                                                                                 
A música "Tédio" da Banda Biquine Cavadão, sucesso dos anos 80, foi adaptada para os dias atuais criticando o governo federal. O vídeo de Sylvio Montenegro, alerta a todo o povo brasileiro que aceita de uma forma inexplicável todos os desmandos que partem do governo federal sob o comando do Partido dos Trabalhadores - PT. Incisivo em seus pontos de vista políticos, Sylvio Montenegro capta como ninguém todo o sofrimento do povo brasileiro e transporta para a música. ACORDA POVO! VAMOS SAIR DESSE TÉDIO!!! (J.C.) 

Câmara aprova comissão especial do impeachment com 433 votos


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (17) a criação da comissão especial do impeachment por 433 votos a favor e um contra. A votação foi feita um dia depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar o rito do impeachment. A comissão vai analisar o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) que foi aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em dezembro de 2015. Cunha prometeu instalá-la até o final desta quinta-feira.

A sessão foi tensa com deputados gritando pró e contra governo soltando gritos de ordem, além de discursos inflamados.

Entre os 65 membros titulares da comissão, PT e PMDB são os partidos que têm o maior número de integrantes: oito. Logo atrás vem o PSDB, principal partido de oposição, com seis integrantes. Às 17h, os líderes partidários deverão se reunir para que os nomes do relator e do presidente da comissão sejam definidos.

Mais cedo, em entrevista, Cunha prometeu "agilidade" total na condução do processo de impeachment na Câmara. Ele disse acreditar que o processo deverá ser finalizado em 45 dias.

"A agilidade vai ser total. Dependerá do prazo em que vier a resposta da senhora presidente ao processo. Se ela responder rápido, será rápido. Se ela levar as 10 sessões (prazo regimental para apresentação da defesa), vai demorar um pouco mais", disse Cunha.

Após a instalação da comissão especial, a presidente Dilma Rousseff deverá apresentar a sua defesa. Ela é acusada de crime de responsabilidade no episódio que ficou conhecido como "pedaladas fiscais" de 2015.

Depois de receber a defesa da presidente, a comissão deverá elaborar um parecer avaliando se o processo de impeachment deve ou não ser instaurado na Câmara.

O parecer ainda precisará ser votado pela comissão e depois submetido ao Plenário da Casa. Para o processo ser aberto, é preciso que pelo menos terços dos deputados (342) votem a favor. O processo só é efetivamente instaurado, no entanto, se for chancelado pelo Senado.

Lá, a abertura só acontece se a maioria simples dos senadores (metade mais um dos presentes na sessão) aprovar. Se o Senado aprovar a abertura do processo, Dilma Rousseff é afastada temporariamente de suas funções por até 180 dias, até a conclusão do processo. Se for considerada inocente, ela volta ao cargo. Se for considerada culpada, ela é afastada definitivamente de suas funções e fica impedida de se candidatar a cargos políticos por oito anos.

A criação da comissão especial acontece em meio ao agravamento da crise política. Nesta quinta-feira, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto concedeu uma liminar suspendendo a nomeação do ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro da Casa Civil.

Veja a composição da comissão do impeachment:

PMDB

Titulares

Leonardo Picciani (RJ)
Washington Reis (RJ)
Altineu Cortes (RJ)
João Marcelo Souza (MA)
Valtenir Pereira (MT)
Osmar Terra (RS)
Mauro Mariani (SC)
Lúcio Vieira Lima (BA)
Suplentes

Alberto Filho (MA)
Carlos Marun (MS)
Elcione Barbalho (PA)
Hildo Rocha (MA)
Lelo Coimbra (ES)
Victor Valim (CE)
Marx Beltrão (AL)
Manoel Junior (PB)

PP

Titulares

Júlio Lopes (RJ)
Paulo Maluf (SP)
Aguinaldo Ribeiro (PB)
Roberto Brito (BA)
Jerônimo Goergen (RS)

Suplentes

Luiz Carlos Heinze (RS)
Odelmo Leão (MG)
André Fufuca (MA)
Macedo (PSL-CE)

PTB

Titulares

Benito Gama (BA)
Jovair Arantes (GO)
Luiz Carlos Busato (RS)

Suplentes

Arnaldo Faria de Sá (SP)
Paes Landim (PI)
Pedro Fernandes (MA)

DEM

Titulares

Elmar Nascimento (BA)
Mendonça Filho (PE)
Rodrigo Maia (RS)

Suplentes

Francisco Floriano (PR-RJ)
Mandetta (MS)
Moroni Torgan (CE)


PRB

Titulares

Jhonattan de Jesus (RR)
Marcelo Squassoni (SP)

Suplentes

Cleber Verde (MA)
Ronaldo Martins (CE)


PSC

Titulares

Eduardo Bolsonaro (SP)
Pastor Marco Feliciano (SP)

Suplentes

Irmão Lázaro (BA)

SD

Titulares

Fernando Francischini (PR)
Paulo Pereira da Silva (SP)

Suplentes

Genecias Noronha (CE)
Laudivio Carvalho (MG)


PEN

Titular

Junior Marreca (MA)

Suplente

Erivelton Santana (PSC-BA)


PHS

Titular

Marcelo Aro (MG)

Suplente

Pastor Eurico (PE)


PTN

Titular

Bacelar (BA)

Suplente
Aluisio Mendes (MA)



PT

Titulares

Arlindo Chinaglia (SP)
Henrique Fontana (RS)
José Mentor (SP)
Paulo Teixeira (SP)
Pepe Vargas (RS)
Vicente Candido (SP)
Wadih Damous (RJ)
Zé Geraldo (PA)

Suplentes

Padre João (MG)
Benedita da Silva (RJ)
Carlos Zarattini (SP)
Luiz Sergio (RJ)
Bohn Gass (RS)
Paulo Pimenta (RS)
Assis Carvalho (PI)
Valmir Assunção (BA)

PR

Titulares

Edio Lopes (RR)
José Rocha (BA)
Mauricio Quintella Lessa (AL)
Zenaide Maia (RN)

Suplentes

Aelton Freitas (MG)

PSD

Titular

Julio Cesar (PI)
Marcos Montes (MG)
Paulo Magalhães (BA)
Rogério Rosso (DF)

Suplente

Evandro Roman (PR)
Fernando Torres (BA)
Goulart (SP)
Irajá Abreu (TO)


Pros

Titulares

Eros Biondini (MG)
Ronaldo Fonseca (DF)

Suplentes

Odorico Monteiro (CE)
Toninho Wandscheer (PR)

PCdoB

Titular

Jandira Feghali (RJ)

Suplente

Orlando Silva (SP)


PSDB

Titulares

Bruno Covas (SP)
Carlos Sampaio (SP)
Jutahy Junior (BA)
Nilson Leitão (MT)
Paulo Abi-Ackel (MG)
Shéridan (RR)

Suplentes

Bruno Araújo (PE)
Fabio Sousa (GO)
Izalci (DF)
Mariana Carvalho (RO)
Rocha (AC)
Rogério Marinho (RN)

PSB

Titulares

Bebeto (BA)
Danilo Forte (CE)
Fernando Coelho Filho (PE)
Tadeu Alencar (PE)

Suplentes

JHC (AL)
João Fernando Coutinho (PE)
José Stédile (RS)
Paulo Foletto (ES)

PPS

Titular

Alex Manente (SP)

Suplente

Sandro Alex (PR)

PV

Titular

Evair de Melo (ES)

Suplente

Leandre (PR)

PDT

Titulares

Flávio Nogueira (PI)
Weverton Rocha (MA)

Suplentes

Flávia Morais (GO)
Roberto Góes (AP)

Psol

Titular

Chico Alencar (RJ)

Suplente

Glauber Braga (RJ)

PTdoB

Titular

Silvio Costa (PE)

Suplente

Franklin Lima (MG)

PMB

Titular

Weliton Prado (MG)

Suplente

Fábio Ramalho (MG)

Rede

Titular

Aliel Machado (PR)

Suplente

Alessandro Molon (RJ)