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quinta-feira, 7 de abril de 2016

CNBB defende punição para envolvidos em atos de corrupção



A Igreja católica defende a punição de todos os envolvidos em atos de corrupção. O posicionamento foi divulgado hoje (7), durante coletiva de imprensa na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).
"A CNBB e a Igreja Católica no Brasil consideram que a apuração de toda acusação deve ser implacável, que as pessoas envolvidas devem ser julgadas. As pessoas consideradas culpadas devem ser punidas rigorosamente dentro da legislação que temos no pais", disse o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol.
Dom Joaquim Mol afirmou que a Igreja repudia com veemência qualquer ato de corrupção. Ele comparou a corrupção no Brasil a um câncer que "fere e, mais do que fere, desmancha o tecido social. Em nossa situação é metastase muito espalhada", acrescentou.
Reformas
De acordo com o bispo, o país passa por uma crise estrutural, com o enfraquecimento das instituições. Segundo ele, a CNBB prepara uma nota na qual deverá detalhar a necessidade de reformas política, do Judiciário, Executivo, previdenciária, tributária e da educação. Para dom Joaquim Mol, é preciso fortalecer as instituições, "de modo que nenhuma crise, até mais difícil que esta, gere rupturas no Estado Democrático de Direito".
A nota conterá também análises cultural, econômica, social e política. O objetivo é buscar na doutrina da Igreja elementos que ajudem os cristãos a agir conforme a realidade atual  e a oferecerem contribuições para superar os problemas. A superação da desigualdade brasileira e o fortalecimento de políticas públicas sociais também deverão ser abordados no texto.
O bispo informou que os católicos representam hoje 64,5% dos brasileiros. Em tamanho, a religião é seguida pelo protestantismo pentecostal, com 18% da população. Dom Joaquim Mol disse ainda que é necessário se respeitar no país a diversidade religiosa.


terça-feira, 29 de março de 2016

Depois do PMDB, outros partidos pretendem saír do governo

Com o anúncio do desembarque por "aclamação" do PMDB do governo, partidos do chamado "centrão" da base aliada começaram a dar sinais mais fortes de que também poderão desembarcar em breve. No comando do Ministério das Cidades, o PSD decidiu liberar seus 31 deputados para votar como quiserem em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. No comando do Ministério da Integração Nacional, o PP cogita fazer o mesmo. No PSD, a liberação dos deputados teve anuência do ministro das Cidades e presidente do partido, Gilberto Kassab. Dirigentes da legenda preveem que a bancada do partido no Senado, de três parlamentares, também deverá ser liberada. Pelos cálculos de lideranças do PSD, de 70% a 80% da bancada na Câmara deve votar a favor do impeachment. O cálculo foi feito antes da saída de ministros do PMDB e do anúncio prévio de que o desembarque será aprovado por aclamação. No PP, o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), admite que não terá como segurar suas bancadas na Câmara e Senado, principalmente após o desembarque do PMDB. Semana passada, o partido já tinha informado Dilma dessa dificuldade. Pelos cálculos da direção do partido, dos 49 deputados da legenda, pelo menos 15 são declaradamente a favor do impeachment e outros 35 "aguardam" definição oficial da presidência da legenda sobre como votar. "Só conseguimos garantir os 35 votos para o governo se for para o governo ganhar. Se for para perder, não conseguimos", afirmou um interlocutor de Ciro. Para a direção do PP, o governo precisa reagir para tentar segurar a base. Convenção Na semana passada, parlamentares do PP pró-impeachment entregaram ao presidente do partido uma lista com assinaturas de 22 deputados e de quatro dos seis senadores, pedindo a antecipação da convenção nacional da legenda, para votar o desembarque. Ciro prometeu marcar uma nova reunião das bancadas para tratar do assunto. O dirigente diz que quer "ganhar tempo" e só deixar uma decisão oficial sobre rompimento para depois que outros partidos anunciarem o desembarque. Após a reunião do PMDB de hoje, esses partidos do centrão devem se reunir para avaliar como se posicionar. Assim como PP e PSD, o PR deve se reunir para alinhar um discurso. Apesar de mais da metade dos 40 deputados do PR defender o impeachment, o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, que é do partido, diz que, se depender dele, a sigla "não sai do governo de jeito nenhum". "Eu não saio do governo, faço parte do governo Dilma", afirmou o ministro, acrescentando que vai trabalhar para convencer o partido a ficar na base. Ele ressalta que o PR tem vários cargos no governo Dilma e não seria correto abandoná-lo agora. No Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o PTB só deve tomar qualquer decisão de liberar a bancada ou desembarcar após o deputado Jovair Arantes (GO) apresentar seu relatório na comissão do impeachment. Apesar de, nos bastidores, a maioria dos 19 deputados do PTB ser pró-afastamento da presidente Dilma Rousseff, a sigla quer evitar que qualquer decisão da bancada levante suspeita sobre o trabalho do relator do impeachment, que é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Estadão)

sexta-feira, 25 de março de 2016

Roupas de cor 'vermelha' encalham nas prateleiras, e as 'verdes e amarelas' aumentam as vendas

Muito se engana quem pensa que os protestos contra o governo Dilma Rousseff repercutem somente no cenário político. Vestidos predominantemente com a camisa da seleção brasileira ou de verde e amarelo, os manifestantes afetam a dinâmica do mercado de moda. Enquanto as peças com cores da bandeira brasileira estão vendendo como água, as roupas vermelhas – referência ao PT de Dilma – encalham nos estoques das principais lojas. A equipe de reportagem de O Financista foi a dois shoppings da capital paulista para checar a tendência. Segundo Elton Neves, gerente da loja Hering do shopping Eldorado, as vendas de peças verdes e, principalmente, amarelas têm aumentado progressivamente. “No dia da manifestação, zeramos o estoque das camisetas as camisetas amarelas, enquanto vendemos mais de 80% dos itens verdes. As pessoas manifestaram”, disse Neves. “Temos peças vermelhas para dar e vender. O estoque está lotado, vendemos apenas 20% do que tínhamos disponível”, completou. Ainda entre as populares, a Riachuelo fez adaptações na maneira como dispôs as peças que possuía para atrair os olhares da clientela. Segundo Ihan Coelho, encarregado de visual merchandising, a varejista montou em três de suas lojas – Eldorado, Paulista e Oscar Freire – 
uma bancada com roupas verdes e amarelas. “Na Riachuelo da Paulista, a vitrine ficou toda verde e amarela. Foi uma ação mais agressiva.” Enquanto as vendedoras da C&A do Eldorado negaram que os protestos elevaram as vendas de certos produtos, as do Iguatemi disseram que muitas pessoas foram “atrás de peças que fizessem referência ao Brasil e sinalizaram que elas usariam durante as manifestações na Paulista”. A venda de camisas da seleção brasileira só não foi maior porque a maioria das lojas consultadas não contava com muitas peças em seus estoques. O gerente da Bayard do shopping Iguatemi Bruno Danelon destacou que muitos clientes entraram na loja atrás de uma camisa da seleção canarinho por se tratar de uma loja de artigos esportivos. “Como não tínhamos a camisa da seleção, as pessoas levaram outros modelos de camisetas amarelas ou verdes. O novo modelo da camisa da seleção acabou de ser lançado. Vamos ver se antes da próxima manifestação muitas pessoas estarão procurando por ela”, pontuou. No mesmo sentido, Ana Paula, encarregada de visual merchandising da Centauro, do Eldorado, destacou que a venda de camisas da seleção acontece em datas sazonais, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. “Muitas pessoas vinham buscar a camisa da seleção brasileira. Como não tínhamos, optavam por levar camisetas amarelas básicas, que custavam entre R$ 29 e R$ 39. Tenho certeza que se tivéssemos a da seleção – que sai por R$ 249 –, teríamos vendido muito. Eu teria feito algo completamente diferente na vitrine para chamar a atenção e transmitir nosso apoio ao movimento”, afirmou Ana Paula, acrescentando que as unidades dos shoppings Morumbi e Bourbon também teriam reclamado da falta de produtos mesmo com grande demanda pelo uniforme da seleção canarinho.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Xuxa volta a discutir com internauta e dispara: "Aqui é brasileira indignada"


A apresentadora Xuxa voltou a falar sobre a Globo em suas redes sociais após mais uma vez a emissora ser criticada por um seguidor. No Facebook, um internauta disse que a apresentadora saiu do canal “sem valor algum. Ainda bem que a Record acolheu ela. Vai dormir sem falar besteira menina!”.
A loira rebateu e lembrou que trabalhou 30 anos na emissora carioca e é grata por tudo o que viveu lá. “Não estamos falando de Globo, estamos falando de informação. (…) Aqui é o Brasil que está sendo roubado, aqui é brasileira indignada”, disse a loira sobre a crise política do país.
Xuxa argumentou ainda que, mesmo provocada, não vai falar mal de sua antiga Casa. “As pessoas acharam que falando mal da Globo eu ficaria contra a Globo. Burrice! Já disse que aqui não é a ex-global, aqui não é partido”, completou.
N.ao Minuto

Lava Jato teme que partidos se unam contra avanço da operação


Após a apreensão e divulgação de planilhas da empreiteira Odebrecht, na qual políticos são citados, pessoas ligadas à operação Lava Jato consideraram que este foi o “começo do fim”.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, os próprios generais da operação estariam definindo que ela chegou a uma bifurcação perigosa.
A partir de agora, teme-se que os partidos atingidos se unam para frear as investigações ou criem uma "união de inimigos" para sacrificar a presidente Dilma Rousseff.
A coluna cita ainda que os investigadores preveem forte ataque especulativo sobre eles.
MSN

terça-feira, 22 de março de 2016

Ministro Luiz Fux nega pedido do governo sobre posse de Lula


O ministro Luiz Fux , do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido do governo federal para anular a decisão do ministro Gilmar Mendes, que barrou a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chefiar a Casa Civil. De acordo com o ministro, a Suprema Corte tem entendimento consolidado de que o instrumento jurídico usado, um mandado de segurança, não pode ser usado como recurso para tentar reverter uma decisão do próprio Supremo.
A decisão decorre do documento apresentado pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que apontou que Mendes era suspeito para analisar o caso e que a nomeação de qualquer pessoa é um ato privativo da presidente Dilma Rousseff.
Para Fux, a decisão de Mendes, que, além de suspender a nomeação, determinou que o juiz Sérgio Moro continue investigando Lula, foi "expressivamente fundamentada" e não aponta "flagrante ilegalidade". Gilmar Mendes entendeu que a nomeação foi usada para manipular o foro privilegiado e que houve fraude à Constituição.
O ministro do STF já extinguiu a ação sem nem analisar o teor do pedido.
Há, ainda, outros pedidos sobre Lula que podem ser decididos individualmente pelos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber - o plenário do STF só volta a se reunir depois de 30 de março.(N. ao Minuto)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Câmara aprova comissão especial do impeachment com 433 votos


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (17) a criação da comissão especial do impeachment por 433 votos a favor e um contra. A votação foi feita um dia depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar o rito do impeachment. A comissão vai analisar o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) que foi aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em dezembro de 2015. Cunha prometeu instalá-la até o final desta quinta-feira.

A sessão foi tensa com deputados gritando pró e contra governo soltando gritos de ordem, além de discursos inflamados.

Entre os 65 membros titulares da comissão, PT e PMDB são os partidos que têm o maior número de integrantes: oito. Logo atrás vem o PSDB, principal partido de oposição, com seis integrantes. Às 17h, os líderes partidários deverão se reunir para que os nomes do relator e do presidente da comissão sejam definidos.

Mais cedo, em entrevista, Cunha prometeu "agilidade" total na condução do processo de impeachment na Câmara. Ele disse acreditar que o processo deverá ser finalizado em 45 dias.

"A agilidade vai ser total. Dependerá do prazo em que vier a resposta da senhora presidente ao processo. Se ela responder rápido, será rápido. Se ela levar as 10 sessões (prazo regimental para apresentação da defesa), vai demorar um pouco mais", disse Cunha.

Após a instalação da comissão especial, a presidente Dilma Rousseff deverá apresentar a sua defesa. Ela é acusada de crime de responsabilidade no episódio que ficou conhecido como "pedaladas fiscais" de 2015.

Depois de receber a defesa da presidente, a comissão deverá elaborar um parecer avaliando se o processo de impeachment deve ou não ser instaurado na Câmara.

O parecer ainda precisará ser votado pela comissão e depois submetido ao Plenário da Casa. Para o processo ser aberto, é preciso que pelo menos terços dos deputados (342) votem a favor. O processo só é efetivamente instaurado, no entanto, se for chancelado pelo Senado.

Lá, a abertura só acontece se a maioria simples dos senadores (metade mais um dos presentes na sessão) aprovar. Se o Senado aprovar a abertura do processo, Dilma Rousseff é afastada temporariamente de suas funções por até 180 dias, até a conclusão do processo. Se for considerada inocente, ela volta ao cargo. Se for considerada culpada, ela é afastada definitivamente de suas funções e fica impedida de se candidatar a cargos políticos por oito anos.

A criação da comissão especial acontece em meio ao agravamento da crise política. Nesta quinta-feira, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto concedeu uma liminar suspendendo a nomeação do ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro da Casa Civil.

Veja a composição da comissão do impeachment:

PMDB

Titulares

Leonardo Picciani (RJ)
Washington Reis (RJ)
Altineu Cortes (RJ)
João Marcelo Souza (MA)
Valtenir Pereira (MT)
Osmar Terra (RS)
Mauro Mariani (SC)
Lúcio Vieira Lima (BA)
Suplentes

Alberto Filho (MA)
Carlos Marun (MS)
Elcione Barbalho (PA)
Hildo Rocha (MA)
Lelo Coimbra (ES)
Victor Valim (CE)
Marx Beltrão (AL)
Manoel Junior (PB)

PP

Titulares

Júlio Lopes (RJ)
Paulo Maluf (SP)
Aguinaldo Ribeiro (PB)
Roberto Brito (BA)
Jerônimo Goergen (RS)

Suplentes

Luiz Carlos Heinze (RS)
Odelmo Leão (MG)
André Fufuca (MA)
Macedo (PSL-CE)

PTB

Titulares

Benito Gama (BA)
Jovair Arantes (GO)
Luiz Carlos Busato (RS)

Suplentes

Arnaldo Faria de Sá (SP)
Paes Landim (PI)
Pedro Fernandes (MA)

DEM

Titulares

Elmar Nascimento (BA)
Mendonça Filho (PE)
Rodrigo Maia (RS)

Suplentes

Francisco Floriano (PR-RJ)
Mandetta (MS)
Moroni Torgan (CE)


PRB

Titulares

Jhonattan de Jesus (RR)
Marcelo Squassoni (SP)

Suplentes

Cleber Verde (MA)
Ronaldo Martins (CE)


PSC

Titulares

Eduardo Bolsonaro (SP)
Pastor Marco Feliciano (SP)

Suplentes

Irmão Lázaro (BA)

SD

Titulares

Fernando Francischini (PR)
Paulo Pereira da Silva (SP)

Suplentes

Genecias Noronha (CE)
Laudivio Carvalho (MG)


PEN

Titular

Junior Marreca (MA)

Suplente

Erivelton Santana (PSC-BA)


PHS

Titular

Marcelo Aro (MG)

Suplente

Pastor Eurico (PE)


PTN

Titular

Bacelar (BA)

Suplente
Aluisio Mendes (MA)



PT

Titulares

Arlindo Chinaglia (SP)
Henrique Fontana (RS)
José Mentor (SP)
Paulo Teixeira (SP)
Pepe Vargas (RS)
Vicente Candido (SP)
Wadih Damous (RJ)
Zé Geraldo (PA)

Suplentes

Padre João (MG)
Benedita da Silva (RJ)
Carlos Zarattini (SP)
Luiz Sergio (RJ)
Bohn Gass (RS)
Paulo Pimenta (RS)
Assis Carvalho (PI)
Valmir Assunção (BA)

PR

Titulares

Edio Lopes (RR)
José Rocha (BA)
Mauricio Quintella Lessa (AL)
Zenaide Maia (RN)

Suplentes

Aelton Freitas (MG)

PSD

Titular

Julio Cesar (PI)
Marcos Montes (MG)
Paulo Magalhães (BA)
Rogério Rosso (DF)

Suplente

Evandro Roman (PR)
Fernando Torres (BA)
Goulart (SP)
Irajá Abreu (TO)


Pros

Titulares

Eros Biondini (MG)
Ronaldo Fonseca (DF)

Suplentes

Odorico Monteiro (CE)
Toninho Wandscheer (PR)

PCdoB

Titular

Jandira Feghali (RJ)

Suplente

Orlando Silva (SP)


PSDB

Titulares

Bruno Covas (SP)
Carlos Sampaio (SP)
Jutahy Junior (BA)
Nilson Leitão (MT)
Paulo Abi-Ackel (MG)
Shéridan (RR)

Suplentes

Bruno Araújo (PE)
Fabio Sousa (GO)
Izalci (DF)
Mariana Carvalho (RO)
Rocha (AC)
Rogério Marinho (RN)

PSB

Titulares

Bebeto (BA)
Danilo Forte (CE)
Fernando Coelho Filho (PE)
Tadeu Alencar (PE)

Suplentes

JHC (AL)
João Fernando Coutinho (PE)
José Stédile (RS)
Paulo Foletto (ES)

PPS

Titular

Alex Manente (SP)

Suplente

Sandro Alex (PR)

PV

Titular

Evair de Melo (ES)

Suplente

Leandre (PR)

PDT

Titulares

Flávio Nogueira (PI)
Weverton Rocha (MA)

Suplentes

Flávia Morais (GO)
Roberto Góes (AP)

Psol

Titular

Chico Alencar (RJ)

Suplente

Glauber Braga (RJ)

PTdoB

Titular

Silvio Costa (PE)

Suplente

Franklin Lima (MG)

PMB

Titular

Weliton Prado (MG)

Suplente

Fábio Ramalho (MG)

Rede

Titular

Aliel Machado (PR)

Suplente

Alessandro Molon (RJ)

Manifestantes seguem na Avenida Paulista em protesto contra governo


Com bandeiras do Brasil amarradas ao corpo, um grupo de manifestantes permanece hoje (17) bloqueando os dois sentidos da Avenida Paulista, em São Paulo, em frente a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo a Polícia Militar, o bloqueio ocorre desde o início da noite de ontem (16). Os manifestantes protestam contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil e pedem a renúncia da presidenta Dilma Rousseff.

No início da manhã de hoje, por volta das 7h, o grupo era pequeno, formado por cerca de 50 pessoas. Mas a expectativa é que o número de manifestantes cresça ao longo do dia. Por causa disso, a barreira policial estende-se da Alameda Pamplona, próximo à sede da Fiesp, até a região do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Logo cedo, os manifestantes que estão no local cantaram o Hino Nacional. Faixas estendidas pela avenida pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo a Polícia Militar, a manifestação é tranquila. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão orientando os motoristas para os desvios alternativos.

Em dois anos, Lava Jato consegue devolução de R$ 2,9 bi desviados da Petrobras

A Operação Lava Jato chega hoje (17) a dois anos de investigações com 93 condenações e R$ 2,9 bilhões devolvidos pelos investigados. Os trabalhos começaram em 2009, quando o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, começou a apurar as operações financeiras do doleiro Alberto Youssef. De acordo com dados recentes levantados pela força-tarefa de procuradores que atua na Lava Jato, os desvios na Petrobras envolvem cerca de R$ 6,4 bilhões em propina a ex-diretores da estatal, executivos de empreiteiras que assinaram contratos com a empresa e agentes públicos. Até o momento, foram recuperados R$ 2,9 bilhões e repatriados R$ 659 milhões, por meio de 97 pedidos de cooperação internacional. O total do ressarcimento pedido pelo Ministério Público Federal a empreiteiras e ex-diretores da Petrobras chega a R$ 21, 8 bilhões. Em dois anos, Sérgio Moro proferiu 93 condenações, sentenças que somam 990 anos e sete meses de pena. Os crimes são corrupção, tráfico transacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de ativos. As investigações também contaram com 49 acordos de delação premiada e cinco acordos de leniência com empresas. As investigações preliminares da Lava Jato começaram em 2009, a partir da apuração do envolvimento do então deputado federal José Janene (PP), que morreu em 2010, com os doleiros Alberto Youssef e Carlos Habib Charter. Em 2013, a Polícia Federal descobriu quatro organizações criminosas, todas comandadas por doleiros. Com base no monitoramento dos suspeitos, os investigadores chegaram a Paulo Roberto Costa, que recebeu um veículo da marca Land Rover como presente do doleiro Alberto Youssef. A partir daí, por meio de depoimentos de delação premiada, os investigadores descobriram a participação de dirigentes de empreiteiras, que organizaram um clube para combinar quais as empresas que participariam das licitações da Petrobras. (EBC)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Grupos reagem a cargo de Lula com convocação de panelaço e paralisações



Os grupos Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre convocaram a população para um panelaço nesta quarta-feira durante o anúncio de Lula como ministro no Jornal Nacional. O ato é para protestar contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. Os dois principais coletivos que lideram as manifestações de rua em prol do impeachment da presidente Dilma usaram as redes sociais para o convite. Alguns internautas também surgiram convocações de possíveis paralisações gerais nos dias 21 e 30 de março.
Veja, abaixo, a postagem dos grupos nas redes sociais:
"O Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua Brasil convocam para um mega panelaço hoje, durante o Jornal Nacional, contra a nomeação de Lula como ministro. Compartilhe e avise seus amigos!"

Movimentos sociais farão atos contra impeachment no dia 18


Movimentos sociais e sindicais planejam realizar atos em defesa da democracia e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na próxima sexta-feira, 18, em pelo menos 43 cidades de todos os 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. A maior manifestação deve ocorrer em São Paulo, onde são esperados de 120 mil a 200 mil participantes, de acordo com os organizadores. A Frente Brasil Popular, formada por cerca de 60 entidades, a Povo Sem Medo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) estão entre os organizadores dos eventos em todo o País.
De acordo com o presidente estadual da CUT/SP, Douglas Izzo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença no evento da capital paulista, mas a participação da presidente Dilma não está acertada. A assessoria do Instituto Lula não garante que ele irá ao ato.
Ainda segundo o sindicalista, a intenção dos organizadores é levar à Avenida Paulista pelo menos a mesma quantidade de manifestantes do ato de dezembro do ano passado. "Então, no mínimo, são 120 mil pessoas, mas esperamos que até 200 mil podem ir", estimou. Os manifestantes defenderão, segundo ele, valores democráticos, políticas sociais e direitos trabalhistas e serão contrários ao impeachment de Dilma.
Questionado se haverá protestos contra a política econômica do governo federal, Izzo afirmou que a posição dos movimentos sociais é "clara e pública". "Propomos mudanças para superar o estado de paralisia da economia e que gerem desenvolvimento, emprego e renda, em especial focado no fortalecimento do mercado interno e do crédito como saída para o atual momento de dificuldade da economia", afirmou.
O ato em São Paulo está previsto para começar às 16h com apresentações culturais. Discursos políticos serão feitos a partir das 18h, segundo os organizadores.

Lula na Casa Civil deixa Brasil com dois presidentes, diz Marina



A porta-voz da Rede e ex-presidenciável Marina Silva disse que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff é como se o regime presidencialista do País fosse alterado sem mexer na Constituição, com dois comandos e criando uma ambiguidade. "Vamos ter a figura de duas pessoas como se tivéssemos dois presidentes da República", disse Marina em entrevista à Jovem Pan. Na avaliação de Marina, a crise no País é muito grave e requer serenidade para resolver. "Buscar paliativos para resolver só agrava a situação", disse, ressaltando que existem indícios de que o dinheiro da corrupção foi usado para a chapa Dilma/Temer (nas eleições presidenciais de 2014) e o governo Dilma fica buscando sobrevida para encontrar uma saída, "mas a Operação Lava Jato vai demovendo essas (tentativas de) saídas".
A ex-senadora diz que essa indicação de Lula deixa na sociedade a impressão de que ele não está indo para o governo para contribuir com o País, mas sim como uma forma de se eximir dos processos de investigação hoje em curso contra ele. Para Marina, hoje há indícios que favorecem o impeachment, mas no seu entender, a solução ideal seria a realização de novas eleições no País. "Com isso, todos os partidos poderiam se colocar novamente (na arena política) para serem julgados pela sociedade." (N. ao Minuto)

Governo deve procurar oposição após votação do impeachment


As informações dos bastidores é de que a cúpula do PT irá procurar a oposição só após votação do impeachment. De acordo com informações da coluna de Mônica Bérgamo, Setores do PT e do governo que defendem diálogo com a oposição para tentar superar a crise, acreditam que ele só pode ocorrer depois da votação do possível pedido de impeachment da presidenta. O parlamentar que foi a suposta fonte do jornal Folha de S. Paulo, defende que o governo procure até Fernando Henrique Cardoso. O governo enfrentará a votação do impeachment, já considerada inevitável, com "frio na barriga", afirma o petista. O risco de derrota é incluído em todas as análises políticas do PT.

terça-feira, 15 de março de 2016

Oposição entra com ação popular contra nomeação de Lula para ministério

Os líderes dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados entraram com ação popular, com pedido de medida liminar, na Justiça Federal nas 27 unidades da federação para tentar impedir a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um ministério no governo Dilma Rousseff.
A ação foi protocolada eletronicamente hoje (15) de Brasília para todos os 26 estados e o Distrito Federal.
O anúncio foi feito pelos líderes do DEM, Pauderney Avelino (AM), do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), e do PPS, Rubens Bueno (PR), e pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), na presença de líderes de mais de 40 movimentos populares que trabalharam na convocação das manifestações de domingo (13), entre os quais o Vem pra Rua, o Nas Ruas, o Revoltados Online e o Avança, Brasil. Os líderes dos movimentos fizeram, em seguida, um protesto contra o governo.
"Qualquer juiz federal poderá acolher essa ação em primeira instância e, se fizer isso, a presidente poderá responder por crime de desobediência e obstrução da Justiça, uma vez que é claro o objetivo de blindar Lula para que ele não se encontre tête-à-tête [frente a frente] com o juiz Moro em Curitiba”, disse Avelino.
Juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Moro é o responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato em primeira instância. Com informações da Agência Brasil.